Roteiro de 18 dias na Itália – Comendo, rezando e amando

Nas férias desse ano, pensamos: vamos para um lugar inusitado. Não! Vamos para onde a paisagem seja divina, o povo caloroso, a comida maravilhosa e a história presente. Então, a escolha obvia foi: Itália é claro!

Assim, embarcamos em maio para passar 18 dias no país. O que foi uma ótima opção, já que nesse período é primavera. E embora o clima mude de região para região, pegamos temperaturas amenas e dias ensolarados, alguns com bastante calor, mas nada que impedisse boas caminhadas e passeios ao ar livre.

Como fizemos todo o roteiro por conta, organização foi fundamental! Sim, adoramos a liberdade de estipularmos o nosso próprio trajeto e não ficar presos a horários. Para isso, depois de muita pesquisa em guias e blogs de viagens, como Blog ItaliANA e Passeios na Toscana, determinamos dias que consideramos ideias para cobrirem tudo o que queríamos ver em cada uma das cidades sem que ficássemos correndo iguais loucos. Abaixo segue a planilha que estabelecemos e que nos ajudou depois a organizarmos os passeios. 😉

cronograma correto

A planilha, principalmente em relação às viagens bate-volta, não foi rígida. Ou seja, nem sempre fizemos os passeios nos dias estipulados e também não fomos a Nápoles. Trocamos por mais um dia em Roma. O que acreditem não gerou arrependimentos.

Primeira parada: Roma

Ao todo, ficamos cinco dias na metrópole que transpira e respira história e cultura. Desembarcamos no Aeroporto Internacional de Roma – Leonardo da Vinci e pegamos o trem Leonardo Express que sai de dentro do próprio aeroporto para chegarmos ao nosso B&B Guste 2, no Bairro de San Giovanni. Para acha-lo foi preciso apenas ficar atentos às placas. O aeroporto é bem sinalizado e quase não precisamos pedir informação. Até porque as vezes que tentamos, surpresa: eles não falam inglês! Isso mesmo, tivemos que nos virar em um italiano basicão. Mas, já diz o ditado: quem tem boca vai a Roma. E nós conseguimos sem maiores perrengues.

Acomodados em nossos lugares depois de correr bastante (muito mesmo!), pois o trem que queríamos pegar já estava partindo
Acomodados em nossos lugares depois de correr bastante (muito mesmo!), pois o trem que queríamos pegar já estava partindo

Os dias seguintes foram de exploração da cidade e visita aos principais pontos turísticos: primeiro o Coliseu, Arco di Costantino, Fórum Romano e Palatino. Depois partimos para os Museus Capitolinos e Monumento Vittorio Emanuele II. De lá andamos pelas ruas tomando gelatos, descobrindo igrejas e piazzas. Claro, que não podíamos deixar de fora a Fontana di Trevi (que estava em reforma para a nossa decepção, mas isso é assunto para outra hora).

Essa é uma daquelas cidades que quando você acha que já viu tudo, ainda tem muito a se descobrir. Com o seu ar de metrópole e ao mesmo tempo histórico, Roma atrai os nossos olhares para todos os lados. Sério, difícil é decidir o que ver primeiro.  Tenha foco, senão ficará igual a nós com duas máquinas com baterias descarregadas ainda no meio do dia.

O Coliseu é um espetáculo à parte! Dá para passar mais da metade do dia em suas ruínas sem se dar conta da hora
O Coliseu é um espetáculo à parte! Dá para passar mais da metade do dia em suas ruínas sem se dar conta da hora, mas compre o Roma Pass para furar a fila que é enoooooooorme!
Fórum Romano e Palatino exige disposição, pois tem muita coisa bacana para ver. E claro, poeira...muuuuuuuita poeira! rs
Fórum Romano e Palatino exige disposição, pois tem muita coisa bacana para ver. E claro, poeira…muuuuuuuita poeira! rs
Monumento Vittorio Emanuelle. A
Monumento Vittorio Emanuelle. A “máquina de escrever” dos italianos

Segunda parada: Florença

Partimos para a capital da Toscana e ficamos ao todo quatro dias na cidade que, diferente de Roma, é mais bucólica e com um quê de cidade do interior. Sua estrutura plana facilita as caminhadas para os diversos pontos turísticos.

Por todo lado se respira cultura, seja nas igrejas, nos museus (fechados e a céu aberto), nos artistas de rua etc.

florença 1

Ficamos hospedados no agradável B&B L´Aranceto que fica a 3km da Ponte Vecchio e foi possível visitar com mais calma do que Roma os pontos turísticos que havíamos planejados, como a Galleria dell’Accademia, a catedral Santa Maria di Fiore , a Ponte Vecchio, o Mercado Centrale, Giardino di Boboli (acredite, você precisará de tempo para explorá-lo, pois é gigantesco!) e outros lugares, uns mais charmosos do que os outros.

Lá foi o por-do-sol mais lindo que já vimos na vida, mas isso vale um post especial que contaremos em outra oportunidade. Florença é ainda um ponto estratégico para fazer passeios bate-volta para outras cidades da Toscana. Nós escolhemos Assis, a cidade de São Francisco e Santa Clara, e Siena devido o seu ar medieval e sua catedral esplendorosa. Está se perguntando se deu para fazer isso tudo sem correria? Sim, deu! E ainda descansamos em uma pracinha escondidinha com uma vista linda para o rio Arno. Mais uma vez, a palavra aqui foi: organização. Decidindo antes o que visitar, tendo a mão todas as informações de como entrar nos principais monumentos e um bom mapa é o segredo!

por do sol florença

Terceira parada: Bolonha

Depois da imersão cultural e histórica, partimos para a maior cidade da região da Emilia Romagna. O principal motivo por escolhermos essa cidade que ainda está fora do roteiro de muitos turistas foi a sua culinária M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!! Sem dúvidas a melhor culinária de todas as cidades italianas nas quais passamos. Não comemos mal nenhuma vez e não nos decepcionamos com nenhum tempero. O único problema foram os quilinhos a mais que acumulamos e a vontade de participar da sesta italiana depois do almoço. O que não foi possível, pois tínhamos apenas dois dias e precisávamos aproveitar ao máximo!

comida bolonha

Mas, a cidade não é só isso. Descobrimos o charme da Basílica de San Petronio com sua fachada incomum, os inúmeros pórticos que nos transportam para anos atrás e nos ajudam a nos proteger do sol intenso e da chuva. 😉 Sem falar na esplêndida vista panorâmica da Torre degli Asinelli, de onde podemos presenciar as inúmeras bicicletas circulando para todos os lados, os grupos de jovens estudantes conversando os estudando nas piazzas. Sim, há muitos estudantes. Até porque a primeira universidade ocidental foi justamente fundada em Bolonha. Enfim, sem dúvida uma cidade que retornaremos para aproveitar mais. Aqui vale uma reflexão: nem sempre os destinos badalados são os melhores. Vale a pena olhar ao redor e experimentar algo fora dos padrões.

bolonha 2

Quarta parada: Milão

Levamos, então, nossos quilinhos a mais e saudades eternas de Bolonha a Milão. Na realidade, a escolha de visitar a cidade foi mais estratégica do que um desejo em si. Já que conseguiríamos fazer os passeios bate-volta para Maranello e Lago di Como com mais facilidade. Assim, decidimos ficar por quatro dias e claro conhecer a famosa Duomo di Milano. Durante esse período ficamos no B&B Cavaliere, que na realidade é um apartamento de um casal de senhores italianos simpáticos que alugam os quartos.

milão

Aqui uma confissão: foi a cidade que menos nos encantou. Talvez por termos visto tanta história e arte pelo caminho, o ar cosmopolitan e moderno de Milão não surpreendeu tanto assim. De qualquer forma, vale a pena passar pela cidade para ver os estilosos milaneses e a luxuosa Galeria Vitorrio Emanuele II, onde estão localizadas famosas marcas como Versace, Gucci, Prada e outras.

Caso tenha tempo, vale a pena pegar o metrô e fazer o passeio pelo Museu San Siro para conhecer mais sobre a história dos times Milan e Inter, e também para dar uma passadinha nos vestiários e no gramado do estádio.

museu
Museu San Siro: divertido até para quem não gosta tanto de futebol assim…rs
museu 2
No vestiário do Inter de Milão

Quinta e última etapa: Veneza

Não poderíamos deixar de fora do roteiro a cidade mais intrigante da Itália. Nossa última parada foi Veneza e da janela do trem já podíamos ver que iriámos amá-la. O vai e vem de pessoas, turistas (muitos turistas!! Principalmente, brasileiros!!) e das gôndolas encheram os nossos olhos assim que chegamos. Ficamos dois dias no Hotel Adua e desbravamos a romântica cidade, atravessando suas inúmeras pontes e vielas. Por incrível que pareça não nos perdemos nenhuma vez, mas isso graças ao super mapa que daremos mais detalhes em breve.

veneza 01

As praça de São Marcos  a noite e as orquestras dos restaurantes chiquérrimos foi o ponto alto da nossa estadia. Como nós muitos turistas ficavam em pé apenas para ouvir as músicas clássicas num revezamento super organizado entre as orquestras dos diversos restaurantes localizados ali. Um povo lindo de educado! J Os músicos interagindo não só com os que estavam nas mesas, mas com o público em geral e as pessoas cantarolando juntas nos fizeram entender por que essa é a cidade dos apaixonados. É um clima mágico como dizem.

Embora sim haja mal cheiro em algumas partes e ratos (sim, vários deles!) a noite. Tudo vale a pena para andar de gôndola mesmo sendo um clichê máximo, mas que passeio agradável, e, principalmente, para ver o pôr do sol digno de Hollywood. Se estávamos na gravação do filme O Turista? Não, estávamos no filme de nossas próprias vidas.

O sonhado passeio de gôndola...poderíamos ficar horas navegando
O sonhado passeio de gôndola…poderíamos ficar horas navegando
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