Roma além do Coliseu – Roteiro de 5 dias

Fomos à Itália em maio de 2015. Mês estrategicamente escolhido por ser na Primavera, logo com clima mais ameno e que possibilita ver a maioria das cidades floridas bem como os campos da Toscana verdinhos. Depois de uma escala em Madrid, nosso avião aterrissou no aeroporto internacional de Fiumicino por volta das 16h. Ficamos quase meia hora procurando a esteira certa para pegar nossas malas. Sim, o aeroporto é enorme e há diversas esteiras. Logo, é preciso atenção para identificar nas telas superiores o número do seu voo e muita paciência para aguardar sua bagagem, já que há muita gente circulando.

Depois de tudo resolvido, colocamos nossas mochilas nas costas e caçamos o guichê de informações turísticas para comprarmos o Roma Pass. Passe importante para “pular” a fila gigantesca do Coliseu e conseguir circular livremente pelo metrô. Em breve, publicaremos um post todinho só com dicas de como adquiri-lo e onde utilizá-lo.

Com isto resolvido, corremos para pegar o trem Leonardo da Vinci Express que sai de dentro do próprio aeroporto para a estação de trem Termini a cada meia hora. Ao todo, ficamos cinco dias na cidade hospedados no Bed & Breakfast Guste 2, localizado no tranquilo bairro  de San Giovanni. Um local muito agradável, com ótimo custo benefício e com direito a um café da manhã tradicional em uma cafeteria próxima. Como chegamos ao final do dia, arrumamos nossas coisas, descansamos um pouco e saímos para conhecer o bairro. Neste dia, jantamos no Vintage Bistrô, um lugar super aconchegante e com uma comida deliciosa.

Primeiro Dia

Começamos o dia visitando o Coliseu. Pegamos o trem na estação San Giovanni da linha A até Termini. De lá mudamos para a linha B até a parada Colosseo. Ao sairmos da estação avistamos o Coliseu e toda sua imponência do outro lado da rua. Ficamos tão boquiabertos de como uma relíquia histórica dessas pode conviver com o vai e vem dos carros que perdemos ali fáci mais de 30 minutos só admirando e tirando fotos.rsrsrs

Do lado de fora é possível ainda apreciar o Arco di Costantino que foi construído em 312 para homenagear o imperador de mesmo nome. O arco possui inúmeros detalhes e vale a pena perder uns minutos admirando.

Com o nosso Roma Pass “cortamos” a fila (enorme por sinal) e começamos andar pelos corredores do Coliseu, admirar seus pórticos, inscrições, desenhos etc. Você realmente é transportado para outro tempo (embora, o local sempre fique bem cheio) e dá para imaginar como era as lutas dos gladiadores no local.

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DICA: Caso tenha poucos dias na cidade ou queira conhecer mais lugares do que o famoso roteiro “turistão” é bom ficar de olho no relógio, pois você passa horas passeando e aprendendo mais sobre o local e nem se dá conta. Nós, por exemplo, ficamos umas 3h/4h.

De lá partimos para o Foro Romano e o Palatino que fica bem próximo ao Coliseu e dá para ir a pé. O sítio arqueológico é muito visitado e foi preciso um pouco de paciência para entrar no local. Como vocês podem ver abaixo tinha bastante gente e o sol estava castigando. Mais uma vez utilizamos o nosso Roma Pass e conseguimos pegar uma fila, digamos, menor . O local é imenso e cheio de ruínas.  E poeira…muuuuita poeira.rsrsrs

De qualquer forma, dá para imaginar como era a vida no bairro mais grandioso do império romano, com suas basílicas, áreas públicas, templos etc. O ideal é olhar com atenção e ler toda e qualquer referências nas ruínas que restam.

 

Outro ponto importante  é levar um mapa (o da Lonely Planet pode quebrar um galho) com explicações sobre os principais pontos o Foro ou um audioguia, pois senão você pode ficar perdido com tantas ruínas e achar que o local é apenas um monte de pedras (que sacrilégio!rsrsrs).

Ao sairmos do Foro, caminhamos poucos metros até a Piazza del Campidoglio que possui uma réplica da estátua do imperador romano Marco Aurélio desenhada por Michelangelo. A original fica no Museo Capitolini. Aliás, o museu é uma grata surpresa. Há obras belíssimas e também uma área interna onde você pode descansar e admirar a obra original e outras relíquias da Roma Antiga. O museu possui ainda uma passagem subterrânea que te leva ao segundo prédio que fica localizado do lado oposto da praça. Isso foi um mistério para nós, pois andamos bastante e não encontramos. Então, quando passar por lá, não desista, procure, pergunte…com certeza deve valer a pena!

De lá partimos rumo ao Vittorio Emanuelle ou máquina de escrever, como chamam os italianos, que foi construído para celebrar a unificação da Itália em 1861. O monumento é gigantesco! Possui  70 m de altura e é de um branco sem fim, já que é todo feito em mármore branco. O grande barato é pegar o elevador panorâmico que leva até o terraço do prédio. É possível ter uma vista panorâmica única de Roma e os principais pontos turísticos, entre eles o Coliseu, a Basília de São Pedro, o Panteon, a Fontana di Trevi etc.

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Daí foi só bater perna pelos arredores e nos encantar com a Chiesa del Gesú (Igreja de Jesus), que foi a primeira igreja jesuíta construída após a aprovação da ordem jesuíta pelo Papa Paolo III, com as ruas com arquitetura única, com o comércio local, com a Piazza Navona com suas fontes gigantescas e repleta de artistas (pintores, músicos etc). Este aliás é um ótimo local para descansar da andança, tomar um gelato e curtir uma típica música italiana. De lá andamos apenas cinco minutos até o Panteão que possui uma das arquiteturas mais incríveis com sua cúpula apoiada na estrutura. Depois, foi a vez de conhecer a Fontana di Trevi. Pena que quando fomos estava em reforma e háviam muitos andaimes…mas, deixamos nossa moedinha lá para voltarmos uma outra vez. 😉

 

Segundo Dia

Depois de caminhar pelos principais pontos de Roma, dedicamos um dia inteiro para conhecer o Vaticano. Como sabíamos que estaria bem movimentado, pois era dia de audiência papal, saímos bem cedo, por volta das 6h30min/7h, do hostel e pegamos a linha A do metrô na estação San Giovanni até a estação Ottaviano “San Pietro”. Ao descermos nem precisamos nos preocupar para que lado deveríamos ir, pois uma multidão caminhava em uma única direção: Praça de São Pedro.

Infelizmente, não foi possível assistir à audiência, pois a nossa visita aos Museus do Vaticano estava marcada pela manhã e a tarde tínhamos agendado o passeio pela Necróple, onde conhecemos os subterrâneos do Vaticano e saímos dentro da Basílica de São Pedro!! (Ponto importante, pois a fila para entrar na Basílica é gigantesca e o sol não estava de brincadeira). Um passeio sensacional que merece um post só para ele. Em breve, daremos mais dicas de como agendá-lo. 😉

Os Museus do Vaticano são uma atração à parte. Seus corredores com obras de arte e detalhes do chão ao teto encantam. É difícil escolher para onde olhar primeiro. Dá para perder (no bom sentido) fácil um dia ali admirando e absorvendo toda história e cultura. Claro, que entre os nossos preferidos estão: a galeria das cartas geográfica (um luxo só!) e também a Sala da Imaculada Conceição.

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Vá preparado para andar bastante, pois são inúmeros corredores e galerias para conhecer até chegar a famosa Capela Sistina. Sim, é linda como todos falam e sim, lotada de turistas que admiram os afrescos a procura da famosa pintura de Michelangelo: A criação de Adão. Sem querer paramos em baixo dela e ao olharmos para cima nos surpreendemos com o seu realismo. Aliás, as pinturas parecem que vão saltar das paredes a qualquer momento e pensar que estão ali há anos!

Infelizmente, não podemos mostrar para vocês, pois não é permitido tirar fotos lá dentro. Então, mais um motivo para você ir e ver de perto! 😉

Depois de tanta andança, paramos para almoçar pelos arredores do museu, pois a nossa visita à Necrópole estava agendada para dali a duas horas e se chegássemos atrasados perderíamos.  Passeio inesquecível onde foi possível ver o túmulo onde provavelmente está enterrado o apóstolo Pedro. Ao final da volta pelos subterrâneos, saímos dentro da Basílica. Como já era final do dia, resolvemos subir a sua cúpula antes de visitá-la. Mesmo pegando o elevador (o preço do ingresso é de 7 euros) tivemos que subir mais 231 degraus. Tem que ter perna, disposição e não ser claustrofóbico, pois em alguns momentos a subida fica bem estreita.

Mas, todo o esforço e cansaço valeu a pena. Lá em cima, mesmo apertado e apinhado de gente, é possível ter uma visão única de todo o Vaticano e de Roma. Admirar os jardins e o vai e vem das ruas. Depois, o jeito foi encarar os 551 degraus de descida.

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A parada final foi dentro da própria Basílica. Mesmo com os nossos pés em frangalhos (andamos, desde às 7h da manhã só parando para o almoço! Isso que dá em ser ansiosos.rsrsrs) encaramos o passeio na gigantesca igreja. Monumental, linda, repleta de cultura e religiosidade. Pena, que algumas pessoas se importam em apenas tirar fotos do que admirar toda a sua beleza. Nela, é possível ver grandes obras, como a Pietá de Michelangelo.

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Terceiro Dia

A programação era ir para Nápoles, porém resolvemos mudar o roteiro e aproveitar mais um dia em Roma. Sendo assim, fomos rumo a lugares não tão badalados pelos roteiros “turistões”, como por exemplo, a Igreja de San Giovanni in Laterano que é a  primeira entre as cinco basílicas papais do mundo e catedral da Diocese de Roma.  Ou seja, Papa é Bispo desta igreja e não da Basílica de São Pedro como muito acham.

Outros lugares interessantes que conhecemos foram o Circo Máximo e a Igreja de Santa Maria em Cosmedin que encanta pela simplicidade do seu interior. Na sua entrada está localizada a famosa Bocca della verità – o famoso rosto entalhado em um grande bloco de mármore. Reza a lenda que ela devora a mão de quem não fala a verdade. Passamos também no Teatro di Marcello e na Piazza di Spagna com sua famosa escadaria e a Igreja da Santíssima Trindade dos Montes. Na época que nós fomos, em maio, a escadaria estava repleta de azaleias. E claro, que todos queriam tirar uma foto dessas belezuras. Com um pouco de paciência conseguimos a nossa! 😉

Subindo a escadaria e andando mais um pouco conseguimos chegar a Villa Borghese, o maior parque verde da cidade. Um ótimo lugar para descansar depois de tanta andança. Depois descemos até a Piazza del Popolo onde estão as igrejas gêmeas Santa Maria Montesanto e Santa Maria dei Miracoli.

 

Quinto e último dia 

Como esse era nosso último dia na cidade e já estávamos bem cansados do bate perna, resolvemos dar uma volta pelos arredores da estação de trem Termini, mas a região é bem esquisitinha com ares de mal encarada. Resolvemos, então, pegar o metrô e ir para o centro, próximo ao Coliseu. Ao darmos uma volta com mais atenção ao seu redor encontramos a Igreja de São Cosme e Damião. Do lado de fora parece mais uma igreja sem nada demais, mais ao entrarmos nos surpreendemos. O local tem um jardim interno muito charmoso, no qual é possível sentar e fugir do zum-zum-zum da rua lá fora. Tudo transmite uma paz e uma tranquilidade incrível. E a igreja, então? Simplesmente linda. Com muitas obras de arte por todo lado e do lado oposto do altar dá para vermos, através de uma parede de vidro, o Fórum Romano. Além disso, a igreja conta com um enorme  presépio.

Depois nos dedicamos a provar as delícias italianos nos restaurantes charmosos dos arredores e claro, nos despedimos do Coliseu mais uma vez.

 

 

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5 comentários Adicione o seu

  1. Rosangela Domingues disse:

    Adorei e anotei muita coisa…

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Rosangela, que bom que gostou! Precisando de mais alguma ajuda é só falar! 😉
      Temos certeza que sua viagem será um sucesso!!

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  2. Andrea disse:

    Adorei!!!!!

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    1. Oi Andrea, que bom que gostou! 🙂 Qualquer dúvida ou dica, é só falar.

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  3. marcio silva disse:

    Olá estamos indo, eu minha esposa e filha em julho 2017, em viagem econômica ;-). Estamos na fase de planejamento, você poderia compartilhar conosco sobre custo de transporte, passeios e alimentação diária?

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