Guia de sobrevivência no Deserto do Atacama – Como e quando ir, o que levar etc

O Deserto do Atacama já se tornou um dos queridinhos dos viajantes. E também não é para menos. Localizado ao norte do Chile e fazendo fronteira com a Bolívia, o Atacama possui cerca de mil quilômetros de extensão de paisagens literalmente surreais. Imagina paisagens lunares, vulcões, lagoas no meio do deserto, lhamas, vicunhas, gêiseres, termas com águas quentinhas e vegetação dourada tudo em um só lugar. É ou não é um sonho? 😉

Contudo, muitas pessoas têm dúvidas, como nós tínhamos a algum tempo atrás, de como visitar o Atacama: se é perigoso, como aguentar o calor e o frio extremos, como se localizar no meio do deserto, quais documentos levar etc. Então, para lhe ajudar a planejar a viagem para o Atacama e não cair em armadilhas, segue abaixo um guia completo com dicas de tudo que você precisa saber antes de partir para essa viagem inesquecível.

Como chegar?

A Latam Airlines oferece voos do Brasil até a cidade de Calama que fica às 1h15min de San Pedro de Atacama. Ao chegar ao aeroporto de Calama, que é minúsculo, possui apenas quatro portões de embarque e dá a emoção de pousar literalmente no meio do nada, é só contratar um transfer até o sei hotel em San Pedro. Não precisa reservar antes, há muitas opções por lá e você terá a oportunidade ainda de negociar o preço.

Já para aqueles que preferem dar uma paradinha em Santiago antes, há ainda a opção de voar até Calama pela Sky Airline, companhia aérea chilena que possui passagens a preços bem justos. Nós, por exemplo, pagamos na época $77,27 (cerca de R$ 243,00). Em um próximo post, explicaremos como comprar essas passagens sem caras taxas brasileiras. 😉

Aeroporto de Calama_Ataccama
O Aeroporto de Calama no meio do nada!

Qual a melhor época para ir?

Uma coisa maravilhosa do Atacama é que dá para você visitar o ano todo! Tudo dependerá da sua disponibilidade e do que você quer ver no deserto. Por exemplo:

  • Junho a Agosto: essa é a estação de extremos. Para se ter ideia, durante o dia a temperatura fica em torno de 22ºC e a noite pode chegar até 0º graus. Mas, nada que um casaco adequado e um pisco não resolvam. 😉 Nós fomos justamente nessa época e não nos arrependemos, pois nos deparamos com montanhas cobertas de neve e até lagos congelados. Uma paisagem única! Ah, sem falar que nesse período não chove e o risco de algum passeio ser cancelado é mínimo.
Salar de Tara_Atacama
Lago congelado com sol escaldante? Só no Atacama mesmo.
  • Setembro a Novembro: durante esse período as temperaturas são mais amenas e não são tão intensas. Dizem que em setembro podem ocorrer tempestades de areia, mas ultimamente é um fenômeno raro por lá.
  • Dezembro a Fevereiro: nessa época ocorre o chamado inverno altiplânico com a presença das chuvas que raramente ultrapassam 35mm por ano. Já imaginou presenciar esse fenômeno inesquecível no deserto mais árido do mundo?
  • Março a Maio: essa também é uma ótima época para visitar o Deserto do Atacama, já que as temperaturas são mais amenas tanto durante o dia quanto a noite.

Quais documentos levar?

Para viajar para o Deserto do Atacama é preciso apenas passaporte ou RG válidos. Claro que você também não pode esquecer do seguro viagem!

Além disso, para qualquer destino, sempre leve impressas as reservas das hospedagens e dos passeios, se tiver. Eles podem ajudar a você passar pela imigração com mais tranquilidade.

Já, se você quiser aproveitar a viagem e fazer a travessia até Uyuni, é preciso levar também o comprovante internacional da febre amarela.

Quanto tempo ficar?

Para aproveitar o Atacama e seus principais pontos turísticos, o ideal é ficar no mínimo cinco dias. Até porque alguns passeios duram o dia inteiro e ficar no corre-corre não é ideal devido à altitude. Então, o melhor é ir devagar e apreciar tudo que o lugar tem a oferecer, como a própria cidade de San Pedro que é um charme só com suas casinhas de barro, comércio típico e jeito para lá de interiorzão.

Nós, por exemplo, ficam 10 dias no Atacama antes de partimos para a travessia até Uyuni, na Bolívia. Para muita gente pode parecer um exagero, mas acreditem: valeu super a pena! Conseguimos planejar o nosso roteiro para fazer a maioria dos passeios, aproveitar a cidade e ainda descansar, o que foi essencial para não sofrermos com o mal da altitude. Em breve, compartilharemos com vocês o nosso roteiro completinho e o que vimos por lá. 😉

San Pedro do Atacama
San Pedro do Atacama
Deserto do Atacama
Até os caminhos para os passeios são um espetáculo a parte

Laguna Miscanti

O que você não pode deixar de levar

Como comentamos, o Deserto do Atacama é uma região com bruscas mudanças de temperaturas e seco, muito seco. Sem falar que em alguns passeios, mesmo com sol e fora do inverno, é frio devido à altitude. Assim, segue abaixo um checklist com itens fundamentais para curtir melhor a viagem.

  • Protetor solar
  • Protetor labial
  • Hidratante (rosto e corpo)
  • Boné ou chapeú
  • Soro fisiológico para lubrificar as vias nasais (Lembram, que eu falei que o clima é muito seco?)
  • Colírio
  • Calças, blusas, camisetas e bermudas confortáveis.
  • Botas para trilhas ou tênis e chinelo
  • Casaco corta-vento, blusa segunda pele e blusa térmica
  • Gorro , cachecol e luvas
  • Remédios (Enjoo, dor de cabeça, dor de cabeça e dor de garganta)
  • Lenços umedecidos

Como driblar a altitude?

A cidade de San Pedro do Atacama fica 2.400 metros acima do nível do mar, ou seja, há uma diminuição do oxigênio que causa em algumas pessoas o chamado mal de altitude (dor de cabeça, enjoos, tonteiras, entre outros sintomas).

Para driblar o mal de altitude, primeiro é importante é você aclimatar o corpo a essa realidade se hidratando bastante, ingerindo comidas leves e ter calma ao fazer caminhadas. Logo, nada de ficar pulando ou correndo assim que chegar à cidade. Além disso, o recomendado é fazer os passeios de menor altitude, como o Vale da Lua, primeiro e seguir até os de maiores, como o Geyseres del Tatio que ficam a mais de quatro mil metros acima do mar.

De qualquer forma, os sintomas variam de pessoa para pessoa. Um grande aliado para aliar o mal é tomar o famoso chá de coca ou até mesmo martigar suas folhas. A planta é famosa na região e é possível encontrar ainda sorvetes e balas.

Câmbio em San Pedro do Atacama vale a pena?

Em San Pedro há diversas casas de câmbio, porém pouca diferença nos valores. O ideal é você chegar à cidade já com pesos (Você pode fazer o câmbio em Santiago antes de partir para o Atacama, por exemplo).

Mas, se você vai direto para San Pedro, então, o melhor é levar dólares, já que a cotação tem um preço melhor. A cidade ainda conta com uma agência bancária, mas recomendamos que leve, se possível, a maior parte em dinheiro vivo para não correr o risco do caixa não estar em funcionamento.

Passeios no Atacama: contrato na hora ou reservo antes de viajar?

Quando fomos, pesquisamos bastante os passeios que queríamos fazer e a média de preços, mas fechamos todos assim que chegamos em San Pedro. Na rua principal, e também nas paralelas, há diversas (muitas mesmo) agências de turismo que oferecem quase sempre os mesmos passeios. Basta apenas ter disposição e bater perna pechinchando os preços.

Acreditem, dá para negociar bastante e conseguir um bom desconto! Principalmente, se fechar mais de um passeio na mesma agência. Para vocês terem ideia, nós visitamos mais de 10 agências e ficamos com a Atakama Cultura Aventura, na qual fomos muito bem atendidos.

E aí, preparado para enfrentar o Atacama? Você com certeza não vai se arrepender!

E para provar isso, veja só um dos passeios lindos pela região: As Termas de Puritama. Veja tudo aqui!

Confira também:

O que fazer em Santiago e Região: roteiro de 05 dias no blog Foco no Mundo.

8 comentários sobre “Guia de sobrevivência no Deserto do Atacama – Como e quando ir, o que levar etc

  1. Amei o post. Gostaria de saber de vcs se é possivel conhecer o Atacama com crianças ou se a viagem é muito puxada para eles?

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    1. Crianças muito pequenas, acho complicado devido à variação de temperaturas. Mas, vimos crianças por lá acima de 10 anos…com elas acho que vale fazer os passeios que possuem altitude menor…

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  2. Gostei muito do seu guia de sobrevivência do Atacama. As dicas muito práticas facilitam bastante organizar a viagem. O meu medo de ir ao Atacama é a altitude, mas seguindo os seus conselhos fica mais fácil 🙂 Curiosa com o próximo post sobre a passagem aérea.

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  3. Viajar para o Atacama é simplesmente perfeito!!! Mas é um destino que temos que nos preparar pois é bem diferente de todos os outros, principalmente no que se refere as temperaturas. Ótimas dicas, principalmente sobre o que levar

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